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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Laje Tipo "Book"

Curiosidades e Etapas


Os conceitos em engenharia se misturam muito e um bom exemplo para isto são as lajes tipo "Book", que seguem os mesmos conceitos das lajes Steel Deck, já citadas aqui.

Então vamos as curiosidades deste conceito:

1) PORQUE LAJE IÇADA “TIPO BOOK”?

  •  Içada porque ela é uma laje que não é concretada “in-loco”, é concretada em outro local no canteiro de obras mesmo e depois é colocada no local através de um guindaste pelo sistema de içamento;
  • BOOK porque é uma laje que não utiliza uma pista de concretagem, ela é concretada uma em cima da outro, como páginas de um livro,formando uma pilha de até 14 lajes.


2) QUAL O 1º PASSO?

  • Verificar se o projeto estrutural já está prevendo utilização de laje içada, se não estiver solicite ao Departamento de projetos;
  • Definir o local onde será feito a concretagem das lajes;
  • Providenciar uma central de serralheria na obra para manutenção das formas;
  • Providenciar a confecção das formas.
3) HÁ NECESSIDADE DE PISTA DE CONCRETAGEM?
  • Não necessariamente, o que é preciso um local para concreta-las onde o caminhão betoneira tenha acesso ao menos uma das laterais da forma.
4) QUANDO DEVO COMEÇAR A PRODUZI-LAS?
  • Como a velocidade de montagem é muito rápida, é necessário ter estoque da laje, portanto quanto antes melhor, o ideal é que no período entre a terraplanagem e a fundação estaja tudo pronto para iniciar.
5) É NECESSÁRIO ALTERAR ALGUM PROJETO?

  • Alterar não seria o termo correto, mas sim compatibilizar. É necessário agrupar as passagens elétricas em um só ponto por lado de laje, afim de facilitar o processo da laje e identificar as necessidades especiais de todas as instalações, como Shaft´s de prumadas por exemplo.
6) O QUE É FUNDAMENTAL EU SABER?

  • A sala de KIT´s hidráulicos junto com os gabaritos de esgoto é essencial para o processo;
  • Em apenas 1 dia monta-se todo o pavimento de um bloco com 12 apartamentos/pavimento;
  • A laje produzida mesmo que não montada, entra na produção mensal da obra.


Agora que temos algumas dúvidas esclarecidas é só concretar!

Fonte: MRV Engenharia

Laje tipo Steel Deck / "Mistas"


Velocidade de execução, redução no peso da estrutura e ausência de escoramentos



Estas lajes também são conhecidas no Brasil como "Lajes Mistas", mas o mercado globalizado a denomina como "STEEL DECK". São especificadas principalmente pela velocidade de execução, redução no peso da estrutura e ausência de escoramentos, as lajes steel deck podem ser empregadas em projetos industriais, comerciais ou residenciais, apresentando-se como uma solução muito interessante para obras nas quais a necessidade de racionalização dos processos construtivos e a entrega em prazos curtos está presente.

O sistema

As lajes steel deck são formadas por chapas de aço nervuradas sobre as quais é depositado o concreto. Estes dois materiais são travados entre si por meio de reentrâncias na forma de aço, conhecidas como "mossas", que garantem um comportamento solidário dos dois materiais.

Na fase construtiva, além de atuar como forma para o concreto, o steel deck funciona como plataforma de trabalho para os operários, já que o material apresenta resistência e rigidez à flexão significativas para tal. Após a cura do concreto os dois materiais se solidarizam, formando um sistema misto onde o steel deck atua como armadura positiva da laje.

Também conhecidas como formas colaborantes, os perfis steel deck são fabricados com chapa de aço estrutural, zincada por imersão a quente, disponível em diversas espessuras, viabilizando o uso do sistema para uma ampla gama de vãos e sobrecargas.

Vantagens do steel deck

O uso do steel deck se mostra particularmente vantajoso em situações de obras com condições especiais de execução onde, por exemplo, a montagem de escoras é inconveniente. Ou ainda quando há dificuldades para trafegar pela obra com um sistema de fôrmas e escoramentos.

Principais vantagens do sistema:
  • Eliminação da carpintaria – as lajes compostas já fazem o papel de forma para o concreto;
  • Diminuição da mão de obra – a facilidade da montagem reduz o prazo necessário para se erguer uma laje e, consequentemente, diminui os custos da obra;
  • Dispensa escoramento – o sistema steel deck dispensa o uso de escoramento para a maioria das situações de uso O consumo de concreto é, na média, inferior ao das lajes comuns;
  • O uso de conectores para sistemas de vigas mistas também podem ser empregados, reduzindo o custo também da estrutura;
  • Por dispensar o uso de armadura positiva, diminui a mão de obra e toda a logística necessária na obra para sua execução.

O steel deck atua simultaneamente como fôrma e armadura, sendo mais comumente aplicado em obras com alto grau de racionalização ou onde a montagem de escoras se mostra inconveniente. Depois que aço e concreto se solidarizam, formam um sistema misto em que a chapa de aço atua como armadura positiva da laje. Este sistema reduz o tempo de construção entre 25% e 40% em relação ao concreto moldado in loco.

Execução da laje steel deck

O primeiro passo para a correta execução das lajes mistas é especificá-las ainda na fase de projeto, respeitando os vãos, sobrecargas, espessuras de chapa e o concreto a ser usado indicado pelos fabricantes.

Para garantir a máxima eficiência do sistema, é imprescindível que seja feita uma distribuição uniforme do concreto evitando acúmulos em um único ponto e a colocação de arremates de contenção lateral do concreto. Para completar o sistema devem ser dispostas telas de retração na parte superior da laje, posicionadas adequadamente com espaçadores para evitar o aparecimento de fissuras no concreto.

O uso de aditivos à base de cloretos para aceleração de cura do concreto não é indicado, já que estes podem comprometer a galvanização das chapas de aço. Pelo mesmo motivo, risco de corrosão em edificações erguidas em ambientes agressivos como áreas costeiras, sujeitas a sais clorados, as lajes mistas podem exigir armaduras de reforço. Assim como em solicitações específicas de resistência a incêndio, nas quais deverá ser considerado o uso de armaduras adicionais.

A fixação dos conectores stud bolté realizada através do processo de eletrofusão e recomenda-se a contratação de uma empresa especializada para realização deste trabalho, a fim de garantir a correta aplicação dos pinos e funcionamento do sistema.



1. Instalações 
Devido às dimensões reduzidas, instalações elétricas e hidráulicas podem ser embutidas nos vãos da laje. Outras instalações maiores devem ser conduzidas por shafts.

2. Segurança ao fogo
Revestimento de proteção contra incêndio - a chamada proteção passiva - deve ser aplicado na face inferior da laje. Entre as opções estão argamassa cimentícia projetada, gesso, lãs de vidro e rocha e tintas intumescentes.

3. Malha metálica
Deve ser colocada 20 mm abaixo da superfície do concreto para combater os efeitos da retração durante a cura. Atua também na distribuição de esforços, evitando fissuração.

4. Armadura adicional
Armaduras de reforço são barras de aço colocadas na parte inferior dos canais da fôrma de aço trapezoidal, paralelas à maior dimensão da fôrma e a 20 mm de altura em relação à fôrma. Têm a função de aumentar a resistência estrutural para sobrecargas e vãos maiores.

5. Fixação
Os painéis do steel deck devem ser fixados às vigas de aço por meio de pontos de solda.

6. Junção de chapas
Podem ser usados pinos com cabeça (stud bolt) ou perfis "U" laminados. Ambos fazem a ligação entre as chapas metálicas e a laje de concreto, absorvendo esforços de cisalhamento longitudinais e impedindo o afastamento vertical entre a laje e a viga.

7. Concreto
A concretagem é realizada de forma tradicional. O sentido de lançamento deve ser sempre paralelo às nervuras das chapas de steel deck, de um apoio ao outro.

Acabamento

Opcionalmente o steel deck pode receber acabamento pré-pintado em sua face inferior, proporcionando ao projeto além de um aspecto estético interessante, maior proteção à chapa de aço. Caso necessário, o steel deck também pode ser pintado na própria obra.

As nervuras longitudinais podem acomodar dutos e luminárias entre outros dispositivos que em algumas situações ficam aparentes em conjunto com o steel deck. Para obras que exijam a aplicação de forros como acabamento das lajes, os suportes para estes elementos podem ser fixados diretamente no steel deck.

Fonte: PINIweb + Blog O Lápis Verde

Quais são os tipos de laje que se pode usar na construção de uma residência?



As lajes de concreto são encontradas em grande parte das casas brasileiras. Muitas vezes, mesmo havendo um telhado de telhas de barro, alumínio ou fibrocimento cobrindo a residência, por baixo desta estrutura existe uma laje de concreto, cuja função é aumentar o isolamento ou apenas servir como forro para os ambientes.
As lajes são estruturas planas, em geral feitas de concreto, que se apoiam nas vigas da construção. Podem também se apoiar diretamente sobre os pilares, embora esta solução seja menos comum em construções residenciais. Para entendermos melhor os tipos de lajes, vamos dividi-las em duas categorias: as maciças e as pré-moldadas (ou pré-fabricadas).

Lajes maciças

A laje maciça, ou moldada in loco, é totalmente construída na obra a partir de uma fôrma, normalmente de madeira, na qual é despejado o concreto. Antes, é montada a armadura de vergalhões metálicos que dá mais resistência ao sistema. Após a secagem do concreto, está pronta a laje.
Os pontos altos desse sistema são a menor suscetibilidade a trincas e a fissuras, e a facilidade de vencer grandes vãos, além do acabamento liso da parte inferior. Porém, as fôrmas exigem um consumo considerável de madeira; a laje é mais pesada, o que exige mais do restante da estrutura, e o custo final, normalmente, é mais alto.
As lajes maciças moldadas in loco também se dividem em alguns tipos:
A simples é a mais comuns. Esta laje é formada por uma superfície plana lisa na parte superior e inferior e se apoia nas vigas da construção.
As lajes do tipo cogumelo são parecidas com as lajes simples, mas se apoiam diretamente sobre os pilares. Como toda a carga da laje é transferida para um ponto com pequena área (o topo do pilar), deve-se evitar o fenômeno que chamamos de "punção", isto é, o risco de o pilar "furar" a laje como uma agulha pode furar uma folha de papel. Assim, a área de contato entre laje e pilar deve ser aumentada e reforçada. Em geral isso é feito com o aumento da quantidade de ferro e da espessura da laje apenas nesse ponto, criando "chapéus" sobre os pilares.
Lajes nervuradas ou do tipo "caixão perdido" são formadas pela união de vigas e lajes e foram mais usadas em edifícios antigos. Um conjunto de vigas é concretado junto com uma laje superior e outra inferior. Esse conjunto de laje + vigas + laje forma um sistema único chamado de laje nervurada. Por aproveitar a altura das vigas, essas lajes conseguem vencer grandes vãos com relativamente pouca espessura. Nos apartamentos com esse tipo de laje é fácil eliminar paredes porque o forro será uma grande superfície lisa, livre de vigas. O espaço entre a laje inferior e a superior não pode ser acessado, daí o nome "caixão perdido".
Além dessas podemos citar outros tipos de lajes maciças, como as mistas e as duplas, entre outras, mas que são menos usadas em residências.

Lajes pré-moldadas

As pré-moldadas ou pré-fabricadas são as lajes que já chegam prontas ou semi-prontas na obra. São compostas por placas ou painéis de concreto preenchidos com materiais diversos a fim de formar um conjunto resistente.
Como vantagem, o sistema apresenta o custo acessível e a facilidade de montagem. Além disso, dispensam a grande quantidade de madeira usada na execução das lajes convencionais. A desvantagem está em eventuais problemas de acabamento e na maior propensão a trincas. Entretanto, desde que bem projetadas, são muito eficientes. Alguns dos tipos mais frequentes de lajes pré-fabricadas são:
Lajes treliçadas com lajotas cerâmicas – são as mais baratas para vencer pequenos vãos. Pequenas vigotas de concreto com uma armadura superior em forma de treliça são colocadas lado a lado e o espaço entre elas é preenchido com lajotas cerâmicas. Após a montagem, joga-se o concreto por cima dessa estrutura e o conjunto adquire resistência. É talvez o sistema mais usado atualmente em pequenas residências, mas deve-se tomar cuidado com as lajotas, que são frágeis e podem quebrar durante o transporte, a montagem e a concretagem.
Lajes treliçadas com isopor – são muito parecidas com o tipo anterior, mas o espaço entre as vigotas de concreto é preenchido com blocos de isopor. São muito leves, de fácil montagem e a instalação de canos e conduítes é muito simples. Entretanto não se pode fazer furos na parte inferior dessas lajes e para que o acabamento tradicional de chapisco e reboco possa aderir no isopor é necessária a aplicação de cola especial.
Lajes de painéis treliçados – são compostas por painéis de concreto (mais largos do que as vigotas usadas nos outros tipos de laje) que, na montagem, ficam encostados uns nos outros, compondo a própria fôrma para o concreto. Esse sistema permite que vãos maiores sejam vencidos. Além disso, pela resistência inicial dos painéis, uma quantidade menor de madeira é necessária para o escoramento. Não é necessário nenhum acabamento por baixo da laje, que já pode ficar aparente pelo bom acabamento dos painéis, o que costuma agradar aos arquitetos. Chega a ser em alguns casos 30% mais cara do que as lajes com lajotas cerâmicas, mas apresentam uma qualidade muito superior. Ainda assim são mais baratas do que as maciças.
Lajes alveolares – menos usadas em residências, são compostas por grandes painéis, geralmente protendidos (ou seja, cuja armadura é constituída por cabos de aço de alta resistência, tracionados e ancorados no próprio concreto), que vencem vãos muito grandes. O transporte deve ser feito com guindastes, devido ao grande peso. Por essas razões são pouco utilizadas em residências, que normalmente têm vãos pequenos entre as vigas ou pilares. O custo para estruturas de pequeno porte não é competitivo.
Além desses tipos principais, podemos citar outras lajes pré-fabricadas menos usadas em residências, como a steel deck (com formas metálicas), as lajes Atex, também conhecidas como "Danoninho", porque suas fôrmas parecem potes do iogurte, entre outras.
A escolha da melhor laje para a sua residência deve ser feita pelo arquiteto e pelo calculista da obra. A importância em escolher a laje mais adequada para cada construção está diretamente relacionada à estética desejada, qualidade da obra, à resistência, à durabilidade da sua estrutura, à economia de materiais e à saúde do seu bolso.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Começam as obras do novo trevo rodoviário em Ribeirão Preto, São Paulo


Com 11,8 km de extensão, estrutura será formada por oito viadutos, cada um com 630 m, e vinte alças de acesso e retorno



Uma cerimônia que contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na última terça-feira (7), marcou o início das obras de ampliação do Trevo Waldo Adalberto da Silveira, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A estrutura fica no km 307,5 da Rodovia Anhanguera (SP-330).


O novo "trevão", como foi apelidado pelos responsáveis pela obra, irá aumentar a capacidade de fluxo e eliminar os gargalos na chegada e saída da cidade. Serão construídos oito viadutos, cada um com 630 m, e vinte alças de acesso e retorno em um complexo viário com mais de 11,8 km de extensão.
A Via Anhanguera, no sentido de São Paulo para Ribeirão Preto, se ligará com a avenida Castelo Branco em um trajeto sobre dois viadutos, em pista dupla, e alça. Já a Anhanguera se interligará com o trecho inicial do Anel Viário Sul de Ribeirão Preto e, na sequência, com a Rodovia Antônio Machado Sant´Anna, no sentido de Minas Gerais para Araraquara (Pista Sul) e Sertãozinho, em um trajeto sob quatro viadutos e alças de acesso.
A remodelação também permitirá a ligação direta entre Ribeirão Preto e Serrana, por cima de dois viadutos, sempre em pista dupla, retirando completamente os veículos da rotatória, sem entrelaçamento de tráfego. Dessa forma, o fluxo de veículos diminuirá, permitindo maiores oportunidades de travessias.
Além disso, será implantada uma passarela para pedestres com extensão de 440 metros, adaptada para usuários com necessidades especiais, escadas, dispositivos de segurança, entre outros benefícios.
A construção tem prazo de conclusão de 30 meses, mas será entregue em etapas à população. A primeira fase a entrar em operação está prevista para julho de 2014. Trata-se da ligação entre a Avenida Castelo Branco e o acesso a Serrana, pela Rodovia Abraão Assed (SP 333). A segunda etapa será a interligação da SP 332 com a SP 255 (rota para Araraquara) e a SP 330 (rota para Orlândia) e tem previsão de término para setembro de 2014. Por fim, as obras da via Anhanguera e da passarela serão entregues até setembro de 2015.
O novo sistema foi projetado considerando um estudo de capacidade para suportar o tráfego dos próximos 30 anos. A obra foi incluída no contrato de concessão com a Autovias e será viabilizada por meio do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, com investimento de R$ 120 milhões.
Fonte: PINIweb

ABECE não acredita em falhas estruturais no Engenhão, no Rio de Janeiro


Para a entidade, são claras as diferenças das premissas adotadas no projeto básico de 2004 e na análise feita pela empresa alemã recentemente.




ESCLARECIMENTOS SOBRE A COBERTURA DO ESTÁDIO OLÍMPICO JOÃO HAVELANGE
No dia 26 de março de 2013, o Consórcio Engenhão, por meio de um comunicado oficial para a RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização) e para a Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, solicitou expressamente a interdição do Estádio Olímpico João Havelange (EOJH).
Essa solicitação foi fundamentada em estudos teóricos realizados pela empresa alemã SBP (Schlaich, Bergermann und Partner) que concluiu que a estrutura da cobertura do EOJH deveria passar por intervenções preventivas, visando restabelecer os níveis de segurança recomendados pelas normas técnicas.
Com o intuito de avaliar as hipóteses utilizadas no relatório citado e suas conclusões, a ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) elaborou um plano de trabalho, cujas conclusões são apresentadas a seguir.
Carregamentos de vento: a maior causa das divergências
As normas brasileiras prescrevem que toda obra de engenharia deve ter seu comportamento avaliado quando submetida à ação do vento.
No que se refere a estruturas complexas, é procedimento normal que essas ações do vento sejam determinadas em laboratórios especializados. No caso do EOJH, os ensaios foram realizados em 2004, após concorrência internacional, pelo laboratório canadense RWDI (Rowan Williams Davies & Irwin Inc.), referência mundial nessa especialidade, cujos resultados foram a base para o projeto estrutural da cobertura.
A SBP, para elaboração de seu parecer técnico, incluiu em seus trabalhos a realização de novo ensaio em túnel de vento, o qual foi realizado em 2012 pelo laboratório alemão Wacker Ingenieure.
Uma análise preliminar dos relatórios obtidos conduziu às seguintes conclusões:
  • O relatório da SBP, que serviu de base para a interdição do EOJH, desprezou integralmente os ensaios realizados pela RWDI;
  • Analisando-se os relatórios da RWDI e da Wacker encontram-se grandes diferenças nas matrizes de carregamento recomendadas pelos dois laboratórios, de tal sorte que, em determinados casos, a empresa Wacker apresenta, para as mesmas situações, resultados três vezes superiores aos encontrados nos ensaios da RWDI;
  • Fica claro que essas discrepâncias induziram a resultados divergentes  entre o projeto estrutural original e o parecer da SBP.
Busca da solução técnica adequada
De posse dos documentos aqui mencionados, e visando maior esclarecimento do caso, foi solicitada à RWDI uma verificação da consistência dos dados obtidos em 2004.
Por intermédio de nota do seu presidente Dr. Anton E. Davies, a empresa RWDI  confirmou a exatidão do trabalho efetuado naquela oportunidade, sendo enfático na afirmação "... se o relatório fosse emitido nos dias de hoje, as informações seriam exatamente as mesmas".
Vale ressaltar que a metodologia de ensaios em túnel de vento, praticada atualmente em todo o mundo, foi criada no Canadá e vários integrantes da RWDI trabalharam no desenvolvimento da mesma.
Assim, diante do impasse surgido a partir dos resultados obtidos, e com vistas a esclarecer a opinião pública e a comunidade técnica, a ABECE encomendou da empresa britânica BRE (Building Research Establishment Ltd), referência mundial em serviços de consultoria e certificação de ensaios em túnel de vento, um laudo comparativo sobre os relatórios dos ensaios realizados pela RWDI em 2004 e pela Wacker em 2012.
Após uma detalhada exposição de motivos, a BRE chegou à seguinte conclusão:
"Em face das considerações efetuadas em nosso relatório, acreditamos mais nos resultados dos testes realizados pela RWDI 2004 do que nos resultados dos testes realizados pela Wacker 2012. Justificativa para este ponto de vista está dada no relatório. Em consequência, recomendamos que devam ser adotados os resultados descritos no relatório RWDI 2004 para a análise estrutural da estrutura de cobertura do EOJH".
Verificamos, ainda, que a justificativa técnica descrita pela RWDI foi substancialmente avalizada no laudo emitido pela certificadora britânica BRE, tanto na metodologia adotada, como na condução estatística para obtenção das ações devidas ao vento, estando ambas em harmonia com a Norma Brasileira de Ação dos Ventos (NBR 6123).
Isto posto, concluímos que para a análise do Projeto Estrutural da cobertura do EOJH deveria ser utilizada a matriz de carregamento fornecida pela RWDI 2004, a partir da qual o projeto se baseou.
Parecer final da comissão de especialistas constituída pela ABECE
Por ocasião da interdição do EOJH, foi noticiado nos meios de comunicação que o principal motivo do ato de interdição seria: "Problemas estruturais de projeto em relação à carga de vento considerada".
A partir dos estudos efetuados por esta comissão e dos procedimentos adotados, a ABECE se posiciona contra esse argumento, quando se tornam claras as diferenças na adoção das premissas dessas ações utilizadas no projeto básico elaborado em 2004, frente às conclusões extraídas do relatório da SBP.
A ABECE, entidade nacional que representa o setor de engenharia e consultoria estrutural, tomou para si o dever de esclarecer os fatos no sentido de preservar a boa técnica e a aplicação dos conceitos corretos da engenharia estrutural baseados nas normas técnicas.
Assim, a partir das conclusões expostas e com o objetivo de se preservar o interesse público e colaborar com todos os envolvidos no equacionamento dessa situação, recomenda-se que:
  • Seja solicitada a revisão do relatório da SBP, considerando-se agora as matrizes de ações devidas ao vento determinadas pelo laboratório canadense RWDI e certificadas pela empresa britânica BRE;
  • Que essa revisão incorpore em suas análises os conceitos e procedimentos constantes nas normas brasileiras, especialmente aqueles referentes aos coeficientes de ponderação das ações;
  • Que sejam seguidos os preceitos constantes do Manual de Manutenção elaborado em 2007 pelo projetista da estrutura da cobertura e pelo Consórcio Engenhão, parte integrante do pacote de entrega da obra;
  • Sejam seguidas as diretrizes indicadas no laudo de aceitação da estrutura de cobertura, a saber: monitoramento topográfico e instrumentação investigativa do real desempenho e segurança da estrutura.
O presente relatório se refere a análises teóricas das cargas utilizadas e em nenhum momento foram feitas quaisquer avaliações das reais condições da referida obra.
ABECE - Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural
6 de Maio de 2013
Fonte: PINIweb

Ensaio simula vibração da torcida na arquibancada da Arena Corinthians


Teste aplica uma carga dinâmica equivalente a vibração de cerca de cinco mil torcedores. Obra está 75,7% concluída

Um setor de arquibancada da Arena Corinthians, em São Paulo, foi avaliado nesta sexta-feira (3) por testes de vibração forçada. O objetivo deste trabalho é verificar a segurança estrutural do estádio que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. A realização dos testes foi feita equipe da IEME Brasil Engenharia Consultiva, contratada pela empresa Odebrecht Infraestrutura.

O teste de vibração forçada aplica uma carga dinâmica para simular a vibração causada pela torcida de nas estruturas do estádio. A máquina trabalha com vários sensores em diversos pontos e passa o resultado para o computador. No setor em questão, a máquina simula a vibração de cerca de cinco mil torcedores.
Marco Juliani, diretor da IEME, empresa que já realizou testes parecidos na Arena do Grêmio e no Morumbi, explicou: "Nos estádios modernos, nós temos de ter estruturas que suportem esse impacto sem causar desconforto ou pânico no torcedor. E o estádio do Corinthians está dentro desse projeto." Dos locais que vão sediar a Copa do Mundo, a arena do Corinthians é o primeiro a sofrer este tipo de teste.
Mesmo sem a divulgação do relatório, que sairá até a próxima terça-feira (7), Marco Juliani afirma que o estádio terá sim a capacidade de suportar os torcedores com segurança.
A obra
Em construção desde maio de 2011, a Arena Corinthians está com 75,7% de avanço nas obras e o seu término está previsto para o final deste ano.
Atualmente, a obra está na fase de montagem das estruturas metálicas do telhado do prédio oeste. As estruturas do lado leste, por sua vez, já estão prontas para receber a manta sintética da cobertura.
Na área do campo de jogo, a Odebrecht Infraestrutura executa a montagem do sistema de drenagem e resfriamento da grama, que começa a ser plantada em junho.
Há concentração ainda na execução das estruturas metálicas das grandes paredes de vidro das fachadas oeste e leste (esta será um grande telão de led) e nas instalações internas dos sistemas de ar condicionado, elétrico, eletrônico e de água e esgoto, além de outros acabamentos.
Fonte: PINIweb

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vantagens do Concreto Dosado em Central


O concreto é um dos materiais da construção mais utilizados em todo o mundo.
A busca por uma qualidade cada vez maior, a constante necessidade da redução de custos e a otimização dos canteiros de obras, fazem com que o concreto dosado em central, seja cada vez mais utilizado.
As principais vantagens de se utilizar o concreto dosado em central são:

  • Eliminação das perdas de areia, brita e cimento;
  • Racionalização do número de operários da obra, o que consequentemente acaba diminuindo os encargos sociais e trabalhistas;
  • Maior agilidade e produtividade na execução da obra;
  • Garantia da qualidade do concreto por conta do rígido controle adotado pelas centrais dosadoras;
  • Redução no controle de suprimentos, materiais e equipamentos, bem como eliminação das áreas de estoque, com melhor aproveitamento do canteiro de obras;
  • Redução do custo total da obra.

Fonte: ABESC